A MULTA
Hoje, quando cheguei ao local onde ontem, debaixo de chuva, depois de HORAS a procurar lugar parei o carro, tinha uma multa. Eram 10h da manhã e o guarda Abílio tinha passado às 9.13h. E lá escreveu, com a sua letrinha pré-9ºano "60 euros". A coisa chateou-me, sobretudo por estar a contar com este acordo tácito que existe nas zonas superpovoadas de Lisboa de não se multar nas primeiras horas da manhã, a não ser que o carro esteja a prejudicar alguém. O que não era, de todo, o caso. Enfim, a verdade é que a floresta de carros onde o meu desgraçado de quatro rodas se encaixava se tinha sumido antes do guarda aparecer. Azar o meu.
Mas fiquei lixado.
Da mesma forma que ficam lixados, os portugueses a quem se estão a tirar regalias. Não interessa se a situação é incomportável para o país, o facto é que lhes estão a mexer no bolso ou na segurança com que contavam. Isto é muito compreensível. O que não impede que o guarda Abílio, talvez em excesso de zelo, estivesse a fazer o que tinha de fazer.

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